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Conferência de encerramento da I Mostra aborda avanços da Psicologia Escolar
 
Postado em 7/7/2016

“Nosso desafio é ter uma Psicologia Escolar que mereça o adjetivo crítica”. Com essas palavras, a psicóloga Sílvia Maria Cintra da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee)
, concluiu a conferência de encerramento da I Mostra de Práticas em Psicologia e Educação. O evento foi promovido na última sexta-feira (1/7), em Belo Horizonte, pelo Conselho Regional de Psicologia – Minas Gerais (CRP-MG), por meio do Grupo de Trabalho em Psicologia Escolar e Educacional.

Durante sua apresentação, Sílvia fez um resgate histórico da Psicologia na esfera educacional. Para ela, as ações podem ser agrupadas em três eixos: atuação profissional, produção bibliográfica e licenciatura em disciplina de Psicologia da Educação. Também mencionou a pesquisa organizada em livro, em 2014, realizada nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rondônia, Santa Catarina, Acre e Paraná sobre a atuação das(os) psicólogas(os) na rede pública de educação. “Entre os principais números apurados temos que 53% atendem toda a comunidade escolar (pais, professores, alunos e funcionários); 30% trabalham com pais, alunos e professores; 6% relataram trabalhar com o corpo docente e funcionários; e 10% com aluno e família”, contou.

Desafios e conquistas – A presidente da Abrapee enumerou conquistas e desafios da Psicologia Escolar no país. “Um avanço em relação à Educação Básica diz respeito ao movimento nacional de psicólogas(os) e entidades da Psicologia ligadas à Educação, com o Conselho Federal de Psicologia, os Conselhos Regionais de Psicologia, a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional e a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia. Esse movimento mobilizou cerca de 5 mil psicólogas e psicólogos, no país, para um Ano Temático da Educação em Psicologia e para a aprovação de Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogas na Educação Básica”, contou Sílvia.

Entre os desafios para o setor no Brasil, ela destacou a medicalização, reforçando que os protocolos de dispensação de metilfenidato precisam ser estabelecidos em todas as secretarias estaduais e municipais de saúde; e a necessidade de se pensar ações voltadas tanto à formação inicial quanto continuada de psicólogas, psicólogos e professores no que se refere aos processos de ensino e aprendizagem e ao desenvolvimento da criança e do adolescente. Sílvia citou ainda a importância da formação inicial de psicólogas(os), pedagogas(os) e docentes das diferentes licenciaturas e defendeu a atenção permanente da categoria em relação a explicações pseudocientíficas, embasando intervenções voltadas para os problemas nos processos de escolarização, que envolvem aprendizagem e ensino.