28 maio CRP-MG reforça posição contrária à flexibilização da CNH em seminário na ALMG
Suprimir a avaliação psicológica na habilitação é desconsiderar o fator humano, presente em mais de 90% dos acidentes de trânsito.
Assessoria de Comunicação CRP-MG
No dia 22 de maio, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sediou um seminário com deputados integrantes da Comissão Especial responsável pela análise do Projeto de Lei nº 8085/2014, que propõe alterações no Código de Trânsito Brasileiro. O Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG) esteve representado pelo conselheiro Edilson Felipe, que acompanhou os debates sobre os impactos das possíveis mudanças para a Psicologia do Tráfego.

Foto: Elizabete Guimarães / ALMG
Durante o evento, foram apresentados dados sobre a situação atual do trânsito brasileiro e discutidos os efeitos que as alterações legislativas podem ter sobre a avaliação psicológica de condutores, a formação de motoristas e a segurança viária. De acordo com o conselheiro, houve consenso entre profissionais e entidades quanto à preocupação com a dispensa de exames psicológicos e a renovação automática da CNH, medidas que podem comprometer a atuação técnica da categoria e enfraquecer políticas de prevenção de acidentes.
Edilson ressaltou, a partir do que observou no seminário, que a avaliação psicológica não pode ser tratada como um entrave burocrático, mas sim como um instrumento fundamental de proteção coletiva. Ele lembrou que dados da ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária) associam mais de 90% dos acidentes a falhas humanas, o que torna indispensável o rigor técnico na avaliação dos condutores.






