Relatórios de Gestão

GESTÃO XIV PLENÁRIO
APRESENTAÇÃO

O XIV Plenário encerra a gestão convicta de sua contribuição na mediação da relação entre sociedade e categoria, garantindo que a Psicologia ofertada à população fosse pautada na ética e na observância dos Direitos Humanos, aumentando o reconhecimento da profissão nos mais diversos campos e nas políticas públicas.

 

A posição que o CRP-MG sustentou nestes três anos foi alicerçada no respeito às singularidades, no apoio e qualificação das políticas públicas e na atenção às condições de trabalho de psicólogas e psicólogos.

 

Os Direitos Humanos constituíram o eixo ético orientador das ações do Conselho − eixo transversal de todas as práticas destinadas à profissão.

Este relatório, então, foi elaborado na perspectiva de apresentar a atuação deste Plenário, que buscou criar condições para acolher e organizar institucionalmente a representação da diversidade da Psicologia, apoiando as políticas públicas que sustentam a cidadania, sob o viés de direitos serem geradores de direitos.

 

A valorização da profissão esteve na ordem do dia. Todas as ações e atividades tiveram como objetivo mostrar que a profissão possui um olhar próprio em relação ao mundo e que a principal particularidade da psicóloga e do psicólogo é ter condições técnicas de interferir em todos os temas que permeiam a sociedade, sempre fazendo com que ela ou ele mesmo veja onde está a Psicologia no trabalho que desenvolve.

 

Importante ressaltar que a gestão se deu em uma fase de profundos conflitos e transformações sociais − momento rico, que desvelou posicionamentos de toda ordem e que estampou a dificuldade dos sujeitos em relação às diferenças e o quanto este cenário reflete na forma de se fazer Psicologia.

 

Para cumprir a missão deste Conselho Profissional diante do contexto de ameaças de retrocessos do país, foram necessárias ações ainda mais integradas das Comissões e Grupos de Trabalho no sentido de ampliar o acesso à Psicologia, contribuir ativamente para a organização das entidades municipais, regionais, e estaduais do campo da Psicologia e apoiar movimentos sociais que lutam pela dignidade e pelo fim das segregações.

 

O Conselho se firmou como espaço de construção coletiva, ampliando o debate com psicólogas e psicólogos sobre sua ética, suas práticas, procedimentos e instrumentos de intervenção sem, contudo, sectarismos ou corporativismos reducionistas.