CRP-MG se mobiliza nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres

Autarquia reforça orientação a psicólogas(os) no cuidado ético e qualificado às mulheres em situação de violência

Nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres, o Conselho Regional de Psicologia – Minas Gerais (CRP-MG) reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres. Dentre as ações da autarquia, no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, foi divulgado um alerta em vídeo, gravado com a conselheira Laura Lobo, sobre o avanço da violência digital, uma das expressões contemporâneas da violência de gênero.

Enfrentamento à violência digital

No post, disponível nas Redes Sociais do Conselho, a psicóloga ressalta que práticas como exposição não consensual, discursos de ódio, perseguição e ameaças geram impactos profundos na saúde mental das mulheres. “A violência atinge uma em cada três mulheres e isso é uma emergência global de direitos humanos”, pontua. A conselheira reforça, ainda, que a Psicologia tem papel central tanto no atendimento quanto na prevenção: “A nossa prática exige reconhecer as questões de gênero, compreender o ambiente digital e oferecer um espaço ético e sem julgamento. Também cabe a nós trabalharmos na promoção de ambientes seguros, on-line e off-line”, defende.

Orientações às(os) profissionais

Nessa perspectiva, o CRP-MG orienta a categoria a acessar a Nota Técnica nº 25 – Atuação Profissional da Psicóloga com Mulheres em Situação de Violências, publicada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em agosto deste ano. O documento reúne diretrizes essenciais para qualificar o atendimento psicológico às mulheres em situação de violência.

A publicação destaca que a atuação psi envolve decisões éticas complexas, como o manejo do sigilo profissional e a notificação compulsória, sempre considerando a proteção da mulher atendida. A Nota também reforça os múltiplos marcadores sociais que atravessam a violência de gênero e a necessidade de escuta qualificada, acolhimento ético, sensibilidade interseccional e práticas que promovam autonomia e dignidade.

Confira algumas recomendações:

•Conhecer marcos legais e redes de proteção;
•Cumprir princípios éticos e normativos;
•Manter formação técnica com enfoque interseccional;
•Encaminhar mulheres para serviços especializados;
•Apoiar defensoras(es) de direitos humanos;
•Atentar-se à violência processual e ao racismo ambiental;
•Não alegar objeção de consciência em casos de aborto legal.

Acesse a Nota Técnica nº 25 na íntegra.

21 Dias de Ativismo: mobilização nacional pelo fim da violência e do racismo contra as mulheres

O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, celebrado no dia 25, integra uma agenda ampliada no Brasil: os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres, coordenados pelo Ministério das Mulheres. A campanha tem início no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e segue até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, com ações culturais, de comunicação e de mobilização social em todo o país. O objetivo é chamar atenção para a urgência de proteger e garantir os direitos das mulheres, especialmente das mulheres negras.

Um dos destaques da jornada será o Dia M: Mulheres, Mobilidade e Mais Respeito, em 2 de dezembro, dedicado ao enfrentamento da importunação sexual nos transportes públicos. A data reforça a presença do Estado nos espaços de circulação cotidiana e reafirma que o respeito às mulheres precisa estar assegurado também em ônibus, metrôs, trens e terminais.

Central de Atendimento à Mulher

Situações de violência contra a mulher podem ser denunciadas à Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, oferecido pelo Governo Federal. O canal de acolhimento e orientação completa 20 anos em 2025 e funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. Além de fornecer informações sobre direitos e garantias das mulheres em situação de violência e informar locais e contatos dos serviços mais próximos e apropriados para cada caso, a Central também registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes. O serviço também está disponível no WhatsApp (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.



– CRP PELO INTERIOR –