19 mar CRP-MG defende avaliação psicológica como pilar da segurança viária em audiência na Câmara dos Deputados
“Simplificar não pode significar reduzir a segurança. A avaliação psicológica é uma medida de proteção coletiva, não um entrave burocrático”, afirmou o conselheiro Edilson, que representou o CRP-MG no debate sobre atualizações do Código de Trânsito Brasileiro
Assessoria de Comunicação CRP-MG
O Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG) marcou presença na audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute atualizações no Código de Trânsito Brasileiro (PL 8085/14). Representando a Psicologia mineira, o conselheiro Edilson Felipe, coordenador da Comissão Temática de Psicologia do Tráfego, participou do debate na última quarta-feira (18) em Brasília, reforçando a importância da avaliação psicológica e da atuação da Psicologia na promoção da segurança viária. Em entrevista ao CRP-MG, ele destacou os principais pontos defendidos pelo Conselho e os desafios para garantir que as mudanças legislativas priorizem a proteção à vida.
Qual a importância da presença da Psicologia neste debate, especialmente num momento em que se fala em modernizar a legislação?
A presença do Conselho Regional de Psicologia neste momento é fundamental, pois reafirma a relevância da Psicologia do Tráfego e a importância do trabalho desenvolvido na sociedade. Trata-se de uma área consolidada, com mais de 60 anos de atuação no Brasil, contribuindo para a prevenção de acidentes e a promoção da qualidade de vida. A Psicologia do Tráfego traz evidências sobre comportamento de risco, percepção e atenção, garantindo que a modernização da legislação considere o fator humano como elemento central da segurança viária.
Um dos pontos centrais da atuação do nosso Conselho tem sido a defesa da avaliação psicológica para a obtenção e renovação da CNH. Diante das discussões sobre “simplificação” de processos, como o sr. avalia o espaço e a receptividade a essa pauta entre os parlamentares e especialistas presentes?
A avaliação psicológica deve ser compreendida como uma medida de proteção coletiva, e não como um entrave burocrático. Defendemos que qualquer proposta de simplificação não pode resultar na fragilização de critérios que impactam diretamente a segurança no trânsito. Há espaço para diálogo, mas é fundamental qualificar esse debate com base técnica e científica. Nosso papel é reforçar que simplificar não pode ser sinônimo de reduzir a segurança.
A assembleia pública destaca a necessidade de discutir temas como “segurança no trânsito” e “educação para o trânsito”. Na sua visão, como o conhecimento da Psicologia, especialmente da Psicologia do Tráfego, pode contribuir para a construção de políticas mais eficazes nessas áreas, indo além da aplicação de testes?
Além da avaliação psicológica, o psicólogo contribui de forma significativa para a educação no trânsito, por meio de campanhas, ações educativas e estratégias de prevenção de acidentes. A Psicologia do Tráfego permite compreender comportamentos como impulsividade, agressividade e desatenção, diretamente ligados aos acidentes. A partir disso, é possível desenvolver ações mais eficazes e processos de formação de condutores que promovam mudanças reais de comportamento.
Após essa audiência e o acompanhamento dos trabalhos da comissão, quais serão os próximos passos do CRP-MG para continuar defendendo os interesses da categoria e da sociedade no que diz respeito à segurança no trânsito?
O CRP-MG seguirá acompanhando ativamente os desdobramentos dessa comissão, contribuindo tecnicamente e dialogando com parlamentares e instituições. O Conselho continuará defendendo a atuação da Psicologia no trânsito, com foco na proteção da vida e na segurança viária. Destaco ainda minha atuação como conselheiro e coordenador da Comissão Temática de Psicologia do Tráfego, que iniciará suas atividades, além da participação em grupo de trabalho sobre avaliação de condutores infratores, reforçando o compromisso com o aprimoramento da área.
A participação do CRP-MG na audiência pública da Câmara dos Deputados reafirma o compromisso da Psicologia mineira com a construção de políticas públicas de trânsito que priorizem a vida e a dignidade humana. Em um cenário de debates sobre modernização legislativa, a presença qualificada do Conselho garante que o fator humano e as evidências científicas sejam considerados nas decisões que impactam toda a sociedade. O CRP-MG segue vigilante e atuante, fortalecendo o diálogo com parlamentares e instituições para assegurar que a segurança viária permaneça como prioridade inegociável.

Conselheiro Edilson Felipe cumprimenta deputada e também psicóloga Erika Kokay (PT) pela luta em prol da Psicologia do tráfego

Conselheira do CRP-PA/AP Adryana Sales e conselheiro do CRP-MG Edilson Felipe presentes na audiência

CRP-SC também marca presença em Brasília






