Os desafios das políticas públicas na inclusão das diversidades foi assunto no IX Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas

Na quinta-feira, 7/5, o IX Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas Etapa Sudeste trouxe para uma das mesas o tema “Defesa, garantia e promoção de Direitos Humanos para o povo brasileiro”. O debate contou com as contribuições da psicóloga Cláudia Mayorga, doutora em Psicologia Social, professora do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Pró-Reitora de Extensão da UFMG; e Symmy Larrat, presidenta da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), militante dos Direitos Humanos de LGBTs e em especial pelo reconhecimento das identidades de gênero. A mediação foi feita pela psicóloga Juliana de Freitas, conselheira do Conselho Regional de Psicologia Espirito Santo (CRP-ES), membra do Centro de Referência Técnica de Políticas Pública (CREPOP) e da Comissão de Políticas Públicas do CRP-ES.

Symmy Larrat falou sobre a invisibilidade da população travesti e trans e as imposições da sociedade heteronormativa que geram sofrimento e violência. “O que somos é um problema. O nosso beijo, o nosso afeto, o nosso jeito de vestir e de falar é um problema. Nós estamos o tempo inteiro sendo controladas nessa sociedade heteronormativa”, afirmou.

“Política pública também é um espaço de violência porque temos que mudar o conceito da história e mudar isso na cabeça das pessoas é muito difícil, pois é ensinado desde o princípio da humanidade e mudar esse paradigma, é mudar a existência da humanidade”, alertou Symmy.

Na sequência Cláudia Mayorga trouxe reflexões sobre o atual contexto das políticas públicas no país. Explicou que “os retrocessos se dão por várias frentes e se assemelham com situações do século XIX, mas é muito importante nomear que nós estamos vivendo um processo de golpe e de crise profunda das instituições”.

A psicóloga ainda falou da ação das(os) psicólogas(os) nas políticas públicas e questionou a inexistência de uma reflexão da categoria sobre racismo, machismo, sexismos e outro tipos te opressão. Pontuou ainda que quando esse profissional é inserido dentro das políticas reproduz os preconceitos.