Orientação a estudantes e estagiárias(os) de Psicologia – Emergência climática na Zona da Mata

Primeiramente, reconhecemos e agradecemos a sua solidariedade e dedicação em ajudar neste momento, o que demonstra uma preocupação com o papel social da Psicologia e comprometimento ético com a promoção da saúde, da qualidade de vida e a defesa dos Direitos Humanos, mesmo durante a formação. No entanto, embora tenhamos o ímpeto de ajudar, nem sempre sabemos a melhor maneira de fazê-lo. Momentos delicados como este requerem, primeiramente, a calma e a compreensão do que é possível ou não fazer, bem como entender seus próprios limites pessoais e técnicos, para não tomar ações que possam atravessar aquelas coordenadas pelos órgãos competentes ou que prejudiquem a sua própria saúde mental ou integridade física. Nesse sentido, se você é estudante e/ou estagiária(o) de Psicologia, está na região afetada e está se perguntando como pode ajudar nesse momento, seguem as orientações.

Antes de mais nada, é importante que você esteja em segurança e se cuide. As pessoas ao seu redor também precisam de amparo e fortalecimento dos vínculos neste momento. Então, é importante reconhecer que a promoção de saúde mental também é feita de forma coletiva, na atenção e empatia com as pessoas.

No entanto, o cuidado especializado em saúde mental não deve ser feito por estudantes e/ou estagiárias(os) de Psicologia, pois a atuação da Psicologia em emergências e desastres no contexto de crise e de resposta requer capacitação técnica e preparo pessoal específico. Ressaltamos que, para atuar enquanto psicóloga(o) diante da emergência, é preciso estar inscrita(o) no CRP e portar Carteira de Identidade Profissional (CIP) e, quando em campo, utilizar os identificadores fornecidos pela coordenação da crise. Estudantes e/ou estagiárias(os), caso queiram, podem ajudar de outras formas.

 

Se não posso atuar como estagiária(o) de Psicologia, o que posso fazer para ajudar neste momento?
  • A primeira coisa que você pode fazer para ajudar é compartilhar os comunicados e informações advindas de canais oficiais dos órgãos responsáveis e instituições envolvidas, tais quais: Ministério da Saúde e Força Nacional do SUS, Prefeitura de Juiz de Fora e outros municípios atingidos pelas chuvas, Defesa Civil e CRP04-MG. Neste momento, há muitas informações sendo compartilhadas e é importante se atentar para aquelas que têm caráter oficial, para que não haja desencontros na comunicação que possam prejudicar as ações que precisam ser feitas em caráter de urgência.
  • Neste momento, você pode contribuir participando de grupos que estão organizando campanhas de arrecadação para as pessoas atingidas. Reforçamos a orientação de que não é recomendado se deslocar até o município afetado ou atuar isoladamente.
  • Aprender mais sobre a Psicologia em Emergências e Desastres, contribuindo para a sua formação. Recomenda-se a leitura das orientações às(aos) psicólogas(os) sobre a emergência climática em Juiz de Fora, da Nota Técnica CFP 22/2024 e das Referências Técnicas do Crepop na Gestão Integral de Riscos, Emergências e Desastres de (CFP, 2021), citadas ao longo do texto, bem como a live Quais os Cuidados em Saúde Mental Durante e Após os Desastres de MG, realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (MS). O Ministério da Saúde também possui uma plataforma dedicada à Saúde Mental e Atenção Psicossocial em Desastres, com materiais em vídeo, áudio e texto. O CRP04-MG possui uma página inteiramente dedicada para conteúdos sobre emergências e desastres, que pode ser acessada aqui. Também foi organizado um drive público com Referências Técnicas.

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