Programa de rádio chama atenção para síndrome do impostor

Nesta quarta-feira, 16/1, o programa de rádio, Psicologia em Foco, trouxe reflexões sobre a síndrome do impostor e os grupos que são mais atingidos por esse problema.

A entrevistada desta edição foi a psicóloga social e psicanalista Thalita Rodrigues. Ela é doutoranda em Estudos Psicanalíticos, mestra em Psicologia Social e especialista em Teoria Psicanalítica pela UFMG. Também é coordenadora da Comissão de Psicologia e Relações Étnico-Raciais do CRP-MG.

Ouça a entrevista completa.

Segundo Thalita, o que caracteriza a Síndrome do Impostor é a recorrência de comportamentos de autodesvalorização. “É um sentimento constante de sentir que você não merece estar onde você está e de que não consegue realizar as atividades que você já realiza. As pessoas se sentem uma espécie de fraude”, explica.
Thalita Rodrigues comenta que a síndrome também é caracterizada por sintomas como baixa autoestima, ansiedade, procrastinação para realizar atividades e medo constante do fracasso.

A psicóloga também frisa a importância de se entender que a síndrome é mais presente nas mulheres devido às relações de gênero que são estabelecidas desde a infância. “A própria sociedade origina a síndrome, dizendo desde cedo o que as mulheres podem ou não fazer. Todos nós, em alguma medida, contribuímos para esse tipo de comportamento opressor”, afirma.