Programa de rádio coloca em foco solidão da mulher negra como forma de violência social

O dia 25 de novembro foi marcado pelo Dia Internacional da Não Violência Contra Mulher. O último programa de rádio deste mês, exibido nesta quarta-feira (28). encerrou sua série dedicada à Consciência Étnico- Racial trazendo reflexões sobre a solidão da mulher negra como forma de violência social.

A convidada da semana foi Cristina Leão, Psicóloga Judicial com atuação nos processos de violências contra a mulher e especialista clínica em traumas e sofrimento psíquico decorrentes das violências que ocorrem no plano das relações interpessoais e em violências advindas do racismo e sexíssimo.

Ouça o programa na íntegra.

“A solidão tem cor. Ela surge como uma forma de violência social, que exclui, pretera e machuca diversas mulheres negras todos os dias. O fenômeno tem sua origem em diversos processos históricos e culturais, com uma trajetória marcada por preconceito e racismo”, disse ela na entrevista.

Para Cristina, ser mulher negra é não contar com uma estrutura de apoio: “A sensação de ser só e estar só, permeia a existência das mulheres negras. E quando elas conseguem sair desse ciclo, se empoderam, conseguem acessar lugares privilegiados, elas não vão se ver representadas”.