Psicologia em Foco no rádio falou sobre bem-estar e saúde mental

O entrevistado da semana foi o psicólogo e conselheiro do CRP-MG, Filippe de Mello.

O começo do ano vem acompanhado de preocupações e pressões para novos projetos, e com isso a busca pela felicidade se torna ainda mais constante do que em outros períodos. Porém, é necessário mais que realizações pessoais para se alcançar o que se conhece por felicidade. Saúde mental e bem-estar são fundamentais e para falar sobre o tema, o Psicologia em Foco – programa de rádio do Conselho Regional de Psicologia – Minas Gerais (CRP-MG) em parceria com a Rádio Inconfidência – desta quarta-feira (10), entrevistou o psicólogo Filippe de Mello, que é mestre em Psicologia pela Universidade Federal de São João Del-Rei, conselheiro e coordenador da Comissão Psicologia e Relações Étnico-Raciais.

De acordo com ele, não é possível definir bem-estar e felicidade num âmbito global. A Psicologia trabalha na construção de autonomia, respeito e cidadania, trazendo a possibilidade do sujeito se ver mais realizado na vida. Isso difere do bem-estar, que muitas vezes é estigmatizado por um discurso do senso comum, que incentiva, por exemplo, a prática de atividades físicas e o consumo de alimentos saudáveis para que seja alcançado. “A Psicologia quer sair desse lugar de senso comum, pensando o discurso sobre bem-estar e felicidade de outra maneira, discutindo os aspectos que condicionam e determinam a saúde mental das pessoas”, defende o psicólogo.

É possível que o indivíduo acredite enganosamente que possui saúde mental. “Vivemos em uma sociedade de extremo consumo, que valoriza mais o individual que o coletivo e consequentemente, as pessoas dentro dessa lógica se sentem felizes por isso”, explicou Filippe. Porém, não há possibilidade de saúde mental somente no campo individual. Para o psicólogo, é preciso pensar em algo que seja mais que isso. O bem-estar individual é importante, mas é impossível pensar somente na própria saúde mental, se o outro também não a tem.

A convivência social baseada no respeito às diferenças, tem tudo a ver com o bem-estar pessoal. Filippe explicou: “quando não consigo me reconhecer no outro e ser respeitado pelo que represento para ele, isso pode necessariamente me trazer sofrimento”. Ele reafirmou a importância de cada indivíduo se reconhecer no outro também nas suas diferenças, pois isso abrange a saúde mental tanto no campo coletivo, quanto no individual.

Clique aqui e ouça a entrevista completa.

No mês de janeiro, o CRP-MG está realizando uma série de programas de rádio sobre saúde mental e bem-estar.