Publicações abordam temas relacionados às mulheres e às psicólogas

Parte da diversidade de temas trabalhados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi apresentada com o lançamento de quatro publicações do Conselho durante o 8º Congresso Norte e Nordeste da Psicologia (Conpsi), no dia 9 deste mês. O Congresso, que neste ano foi realizado em Fortaleza (CE), nos dias 8 a 11 de maio.

“O CFP não pode fiscalizar sem orientar, e o Centro de Referência de Psicologia em Políticas Públicas (Crepop) tem esse papel. Este lançamento de livros é a celebração de uma construção coletiva, que pergunta à(ao) psicóloga(o) o que ela(e) faz e leva o conteúdo a especialistas para construírem respostas, além de pedir sugestões à população por meio de consulta pública. Tem muito a ver com a prática de cada um”, afirmou a conselheira do CFP, Monalisa Barros.

O livro “Referências técnicas para a atuação de psicólogas(os) em serviços de atenção à mulher em situação de violência” foi um dos lançamentos inéditos no Conpsi, com produção do Crepop. Uma das responsáveis pela publicação, a psicóloga Jureuda Guerra, acredita que o documento contribui e reflete para o atendimento pela categoria. “Esperamos que o documento seja referência para trabalhar o sofrimento, para explicar como não revitimizar em situações de violência”, diz Jureuda.

Também com a temática da mulher, ocorreu o pré-lançamento do livro “Quem é a psicóloga brasileira?”. Uma das organizadoras da publicação, a professora de Psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina, Louise Lhullier, participou do lançamento do livro via Skype. Ela explicou que o documento – que é o resultado quantitativo de uma pesquisa feita com psicólogas(os) sobre a mulher psicóloga brasileira – vem com um papel muito importante para a Psicologia, pois é o primeiro passo para dar visibilidade às psicólogas brasileiras, que compõem cerca de 90% da profissão. “Por muito tempo ficamos invisíveis, e este é o primeiro livro sobre o tema a apresentar dados quantitativos sobre como as psicólogas vivem, trabalham, se relacionam, além da questão da educação e da violência”, explica Louise.

O livro abriu ainda novas perspectivas e questões que, segunda ela, mostram que não se pode generalizar as mulheres e as psicólogas. “Devemos dar visibilidade à diversidade que existe e os possíveis impactos que cada forma de pensar a vida e as questões sociais sobre a profissão e à prática profissional”.

A conselheira do CFP, Roseli Goffman, também uma das responsáveis pela pesquisa, ressaltou o protagonismo das psicólogas nos cargos dentro do Sistema Conselhos de Psicologia – formado pelos conselhos regionais e pelo CFP – e das entidades da Psicologia. “É relevante olhar para esses dados e ver o que acontece com a psicóloga brasileira quando ocupa locais de protagonismo. Precisamos nos contemplar dentro da profissão para garantir um futuro de maior igualdade e equidade, dentro das nossas diferenças”

A também conselheira Marilda Castelar, que também participou da elaboração do livro, espera que além de trabalhar com o sofrimento e violência, seja possível às psicólogas se voltarem para sua identidade profissional e se conhecerem mais, para de fato avançarem no futuro da profissão.

Lançamento nacional do livro “O Feminino: diversos olhares”

Durante os lançamentos de publicações no 8º Conpsi, o Conselho Regional de Psicologia – Minas Gerais também realizou o lançamento nacional do livro “O Feminino: diversos olhares”. Organizado por Marisa Sanabria, o livro é a segunda produção coletiva do GT ‘O Feminino, questão de diferença’, do CRP-MG.

O livro, que transita pelas reflexões feitas pela Psicologia sobre as vivências, conflitos e exclusões vividas pelas mulheres, é lançado em um momento em que o Sistema Conselhos tem se debruçado sobre o entendimento das singularidades de uma profissão constituída em 89% por mulheres. Neste contexto em que a Psicologia se apresenta enquanto profissão majoritariamente exercida por mulheres, o GT O Feminino adquire um protagonismo marcante.

Inaugurado em 2009, a partir de diversas reflexões na Comissão de Direitos Humanos do CRP-MG, o Grupo de Trabalho buscou, em sua primeira publicação, definir o feminino a partir de um afastamento das linearidades, das hierarquias e das previsibilidades. Em sua segunda publicação, o GT O Feminino convoca à reflexão sobre os desafios ainda pendentes, como a violência, a discriminação, o preconceito e a postergação de respostas e soluções para dilemas instaurados desde sempre.

Durante o evento, também foram relançados outras publicações, tais como: referências técnicas para a prática das (os ) psicólogas (os) nos Centros de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) e na Educação Básica, ambos do Crepop. Outro relançamento no Conpsi foi do livro “O Crime Louco”, de autoria do escritor italiano Ernesto Venturini, que havia sido lançado oficialmente na 2ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia apenas no formato de CD.

As publicações foram distribuídas durante o Congresso e as mais novas estarão disponíveis em breve no site do Crepop e no site do CFP, gratuitamente.

Fonte: com informações do site do CFP



– CRP PELO INTERIOR –