Voluntariado, escuta e articulação com a rede municipal foram abordados em oficina sobre situações de emergências e desastres

A atividade realizada na quinta-feira, 13/2, orientou psicólogas(os) sobre a sua atuação nos momentos de crise

Na última quinta-feira, 13/2, o Conselho Regional de Psicologia – Minas Gerais (CRP-MG), por meio da Comissão de Psicologia de Emergências e Desastres realizou oficina com orientações sobre “O fazer Psi em situação de emergências por enchentes, deslizamentos, desmoronamentos e outros desastres”. A atividade tratou dos contextos que a categoria de psicólogas(os) tem que se atentar quando circunstâncias dessa magnitude acontecem.

O voluntariado responsável foi um dos principais pontos levantados. A conselheira e coordenadora da Comissão de Emergências e Desastres do CRP-MG, Renata Miranda, discorreu sobre o tema. Para ela, a capacitação e o engajamento das(os) profissionais possibilita que o retorno seja positivo nestas situações.

O entendimento sobre a organização da rede nos municípios é fundamental, segundo a conselheira do CRP-MG e integrante da Comissão, Cristiane Nogueira. “Nós somos profissionais, nós não agimos com boas intenções, existe uma forma de agir, é um aprendizado que nós temos que construir ao longo do fazer. A primeira e principal orientação é que as psicólogas e psicólogos atuem de forma articulada com a rede local”, destacou.

A psicóloga clínica, sanitarista e integrante da Comissão de Psicologia de Emergências e Desastres, Valéria Corrêa, apontou o acolhimento na dimensão integral: “é escutar genuinamente a pessoa. O que essa pessoa dá conta nesse momento?”. A psicóloga também realçou que a(o) profissional de Psicologia que se propõe a atuar de forma voluntária nesses contextos precisa se dispor a fazer o que é necessário naquele momento. E, nem sempre, a necessidade naquele instante é a escuta.

A psicóloga, mediadora de conflitos e participante do evento, Cleide Andrade, relatou a importância de atividades como a oficina para a atuação das(os) profissionais. “O evento chamou a atenção para distinção da prática clínica e das intervenções que são necessárias e da postura do profissional psicólogo nessas situações de emergências. Deu a abertura de um novo campo de atuação que exige uma formação, uma outra forma de perceber esses fenômenos, não só como do indivíduo, mas também de uma coletividade. Achei excelente”, avaliou Cleide.

Veja os registros fotográficos em nosso Facebook.



– CRP PELO INTERIOR –